segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Skrepel

Cabana ao longe com árvore ao lado esquerdo, trigais à frente e céu claro.

Skrepel era um bom fazendeiro
que gostava de plantar
caminhava no centeio
sua esposa a lhe acompanhar

Skrepel foi chamado, um dia a guerrear
o que ele gostava não poderia mais fazer
sua esposa que amava, não poderia mais beijar
e seu trigo dourado não iria mais colher

Skrepel viajou, lutou e matou
De tanta morte que ele viu
E aquele fazendeiro, nunca mais voltou
E sua boca nunca mais sorriu

Skrepel um dia ao retornar,
Sua casa reencontrou
Mas em estando lá, ao entrar
Outro homem o saudou

Skrepel não hesitou,
castrou o homem sem perdão
depois, então, o matou
para livrar-se da humilhação

Skrepel viu sua mulher chegar
Já de idade, cabelos prateados
Ela correu a lhe abraçar
Mas parou, atordoada

'Skrepel, o que você fez?
Será que a guerra não acabou?
Com sua louca insensatez,
Seu próprio filho você matou!'


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