sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Ciclo




Vezes me sinto como entre o túmulo
Sombrio da noite densa, fundo, tétrico
E um nascedouro de bebês coléricos
em fome ávida de vida e rumo.

Nessa divina epifania viva
Sinto que sou como espada em forja,
Entre martelo e bigorna vívida,
resplandescendo com pancada forte.

Viver, nascer, morrer... Ultrajes réplicas
de correntezas somos! Vida, rápida e
vã, melancólica e traiçoeira réptil!

Porém, sua íntima amiga, morte,
tampouco atrai. Com artifícios débeis
sigo no ciclo desses dois consortes.

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