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Como um conto incompleto,
um poema sem nexo,
ou um ator perplexo,
de pavor e de amor repleto,
sigo caminhando, "sempre em frente",
com orgulho e vergonha -
o caído da cegonha,
sem lar, sem par, incoerente.
Vivo de amores contidos
e de feridas abertas,
mas uma coisa é certa,
de tédio não sou acometido.
Me perco, me encontro, me solto,
só para depois perder a cor.
Vivo sem viver, vivo com amor,
e parar o lar sempre volto.
Link para a conversa com Gemini sobre esse poema.
escrito originalmente durante internação no Hospital Dia, 05/01/2023
Ilustração gerada por IA (Gemini)
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